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sexta-feira, junho 16, 2017

Não vivo num mundo de Alice.



Vivo num mundo de mulheres guerreiras que vão pra cima e embarcam naquilo que desejam.
E cada uma dessas mulheres possui sua própria característica sua própria força e inteligência seja ela emocional, racional.

Eu não vivo num mundo de Alice porque nem sempre tudo está há mil maravilhas, mas dá pra sobreviver em meio a essa guerra que todos os dias nos impõem e precisamos com certa elegância saber driblar certas coisas e simplesmente chutar o balde para outras.

Sermos sobreviventes neste mundo competitivo e ao mesmo tempo tão carente de corações e almas sinceras nos faz refletir o que realmente merecemos e o que precisamos para nós nos tornarmos mais felizes.
Muitas vezes só precisamos estender a mão a nós mesmas e ir.
Assim como eu, essas mulheres que carregam em sua bagagem tantas histórias sabem bem o que é ter que recomeçar e se reconstruir.

Tiro o chapéu para elas, para mim, pois coragem muitas vezes se mistura com o medo, com a sensação de vazio, com a sensação de nem sabermos ao certo o que estamos sentindo.

O que não se pode é se oprimir, se reprimir, se deixar presa a certos preconceitos e imposições.

Eu não vivo num mundo de Alice, mas também gosto de captar a essência das flores, gosto de me esparramar dentro daquilo que mexe com meus sentidos e me torna alguém melhor.

Chapeleiros malucos existem aos montes, gente que nos atrasa a vida também.

Muitas vezes dentro de tanta inquietude existe aquele campo vasto para ser explorado para ser amado sem tanto sofrimento.

Por isso que sejam Anas, Claras, Fabianas, Danielas e tantos nomes que carregam a individualidade e a personalidade de cada uma.
Que cada uma assim como eu lute pelos seus ideais e não se deixe intimidar por nada que atrapalhe seu desenvolvimento moral e espiritual.

Não vivo num mundo de Alice.

Mas sei da força de cada uma que está lendo isso agora.
Sei da força interna entregue, e muitas vezes cheias de caminhos por vezes difíceis de percorrer.

Mas nada vale mais do que a própria liberdade de poder contar sonhos e realizar desejos.

Que cada uma seja o que quiser onde bem entender.
E que Deus nos proteja.
Amor próprio e fé demais não fazem mal a ninguém.·.

Sil Guidorizzi

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