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domingo, junho 25, 2017

Boa tarde Comentando...










A Urgência de viver


" O que você fez hoje é muito importante,
porque você está trocando um dia de sua vida por isso."


Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito,
num mundo que só nos dá um dia de cada vez,
sem nenhuma garantia do amanhã.
Enquanto lamentamos que a vida é curta,
agimos como se tivéssemos à nossa disposição,
um estoque inesgotável de tempo.

Esperamos demais para dizer as palavras de perdão
que devem ser ditas, para deixar de lado os rancores
que devem ser expulsos, para expressar gratidão,
para dar ânimo, para oferecer consolo.

Esperamos demais para ser generosos,
deixando que a demora diminua a alegria de dar espontaneamente.

Esperamos demais para ser pais de nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo em que eles são pequenos, quão depressa a vida
os faz crescer e ir embora.

Esperamos demais para dar carinho aos nossos pais, irmãos e amigos.
Quem sabe, quão logo será tarde demais?

Esperamos demais para ler os livros, ouvir as músicas, ver os quadros que estão esperando para alargar nossa mente, enriquecer nosso espírito e expandir nossa alma.


Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrar o amor, que talvez não seja mais necessário amanhã.

Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenhar no palco.
Deus também está esperando nós pararmos de esperar. Esperando que comecemos a fazer agora, tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados.

É hora de VIVER!!! 

(Henry Sobel)



Sol Hoffmann

sábado, junho 24, 2017

Sou forte. Meio doce e meio ácida.


Sou forte. Meio doce e meio ácida. 

Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. 

Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. 

Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. 

Sou forte sim, mas também choro. 

Sou gente. 

Sou humana. 

Sou manhosa. 

Sou assim. 

Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. 

Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. 

E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). 

Tampouco quero ser comum e normal. 

Quero ser simplesmente eu. 

Quero rir, sorrir e chorar. 

Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. 

Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. 

Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. 

Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. 

Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. 

Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. 

Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. 

Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. 

A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. 

Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. 

Não quero saber tudo e nem ser racional. 

Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. 

E essa é a melhor parte de mim.

Clarissa Corrêa

sexta-feira, junho 23, 2017

Boa noite Comentando...







A procura do amor


Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.

Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.

Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.

Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.

Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.

Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.

Enche-te de esperança
e vive á sua luz.

Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.

Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

(Mahatma Gandhi)



Sol Hoffmann

quinta-feira, junho 22, 2017

Boa Noite


Deixando meu carinho


Eu proponho...



"Eu proponho uma campanha de saúde pública: vamos ser mais bem humorados, mais desarmados.

Podemos ser cidadãos sérios e respeitáveis e, ao mesmo tempo, leves.

Basta agir com delicadeza soltura, autenticidade, sem obediência cega às convenções, aos padrões, aos patrões.

Um pouco mais de jogo de cintura, de criatividade, de respeito às escolhas alheias.

Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico, e não por aquilo que é apenas incômodo, senão fica impraticável atravessar os dias."

Martha Medeiros

quarta-feira, junho 21, 2017

Boa Noite

Deixando meu carinho

O que grita dentro de nós


Diante do auditório lotado, o professor de psicanálise fala do inconsciente, usando um exemplo do cotidiano: o rapaz se aproxima da moça, que tem a intenção de fazer-se difícil. Mas, assim que ele começa a falar, ela enrubesce, e, quando tenta responder, gagueja. Talvez o rapaz não perceba, mas a conquista que ele almeja já aconteceu. O comportamento involuntário dela é uma confissão de interesse.

Sentado na terceira fila do auditório, ouvindo a palestra, me ocorre que o amor – aquilo que o professor freudiano chama de desejo – é sempre uma confissão. Uma confissão de insuficiência.

Eu, pessoa inteira e autônoma, confesso que a sua presença me perturba e gratifica. Mesmo temeroso, confesso que desejo que você partilhe o meu corpo, meus sentimentos e minha vida, ainda que isso perturbe a minha estabilidade. Quando você for embora, ou, mesmo ao meu lado, deixar de me olhar com olhos apaixonados, confesso que pensarei em morrer, e que meu luto cobrirá a cidade como chuva gelada. Confesso, por fim, que, tendo amado você, jamais deixarei de amar, ainda que use outras palavras e outros sentimentos para esconder o que sinto.

Vivemos, entretanto, num mundo de pessoas orgulhosamente autônomas. Nossos atos confessam, mas nós relutamos em dizer que sentimos. Homens e mulheres se gabam da sua capacidade inesgotável de estar sozinhos. Nada nos embaraça mais do que nos confessarmos dependentes, e nada embaraça mais o outro do que ouvir essa confissão. Aprendemos que certas coisas não se dizem.

Mas é uma pena que seja assim, porque confissões apaixonadas gritam dentro de nós. A gente olha a pessoa, ou toca os seus cabelos, e um torvelinho de palavras pede passagem – e tem de ser energicamente reprimido. Apenas em meio à paixão do sexo as confissões nos escapam. Dizemos “eu te amo” sufocando de prazer. Na cama há liberdade para dizer tudo e qualquer coisa.

Em pleno controle dos sentidos, temos dificuldade em confessar que amamos até para nós mesmos. As emoções estão lá, mas olhamos para o outro lado. O potencial de sofrimento, afinal, é imenso. A gente sabe que o amor expõe nossas vulnerabilidades. Cedo ou tarde ele cobrará meia libra de carne (nossa carne) pela alegria que nos deu. Sentamos, portanto, sobre a nossa comoção e silenciamos – esperando pelo dia em que sentimento, clareza e coragem nos cheguem juntos.

Enquanto isso, professamos e confessamos apenas amor por nós mesmos. Ao nosso trabalho, nossa casa, nossos lindos animais domésticos. Essas coisas não nos ameaçam nem revelam nossa insuficiência. Elas tampouco nos gratificam com o prazer de amar e dizer isso: de olhos abertos, de todo o coração, com todas as letras.

Ivan Martins

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